Final da Libertadores será um jogo difícil

domingo, agosto 15, 2010

por Gerson Sicca

O jogo de quarta-feira entre Inter e Chivas é um daqueles que tem tudo para ser de matar o coração do torcedor. É o famoso jogo de alto risco.
Primeiro, porque é uma final de Libertadores. Pelo que me consta, o único time que fez fiasco em uma final dessas foi o Grêmio em 2007. No mais, sempre é um arranca-rabo.
Segundo, porque o Chivas não fará dois jogos tão ruins. O time tem poder ofensivo, embora sua defesa não ajude muito, especialmente na bola aérea.
Terceiro, porque o Chivas já jogou bem fora de casa e conseguiu reverter a vantagem. Fez isso contra o Universidade do Chile, diante de um estádio Nacional lotado.
O Inter precisa ter o controle total do meio-campo e empurrar o Chivas para dentro da sua área. Não pode permitir que o time mexicano faça o que fez no Chile, quando tocou a bola no meio e criou uma avenida pelo lado esquerdo.
A vantagem é importante, mas não matou o campeonato. Não se pode afirmar que um time é muito superior ao outro com base em uma partida. Ano passado o Cruzeiro foi melhor que o Estudiantes no jogo da Argentina e deu no que deu. E na Sul-Americana de 2008 o Inter venceu o Estudiantes em La Plata e foi inferior ao time argentino no jogo de Porto Alegre.
Por isso, o Inter precisa estar 90 minutos ligado. Sempre atacando o Chivas, mas sem perder poder de marcação no meio-campo. Aos torcedores, cabe empurrar o time. Estou esperando um jogo duro. Tomara que o Inter o torne um pouco mais fácil.



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